P: Então, fora seu trabalho com aplicativos de IPhone – e oh meu deus, você está movendo esforços humanitários com Alex’s Lemonade – Que outros projetos podemos esperar ter você envolvido? Você já está tão ocupado!
Peter: Eu não sei. Eu vivo um dia de cada vez. Agora, eu estou de olho nos feriados. Ano que vêm, tem dois filmes que eu acho que vou fazer na primavera. Tem um filme que eu escrevi que que estou tentando tirar do chão. Eu gostaria de fazer um filme da primavera ao início do verão e então, esperançosamente, você sabe, se nós fizermos Nursie Jackie III, eu estarei de volta no outono. E se nós fizermos Breaking Dawn eu vou voltar no outono/inverno, espero. Tudo está meio aéreo com o final de Nursie Jackie III e Breaking Dawn. Então é… Eu tenho que sentar e esperar. Mas agora eu tenho uma janela entre Janeiro e Agosto que eu posso preencher. Agora eu estou apenas vendo o que eu quero fazer.
P: Bem, ótimo. Vamos esperar por isso. Você mencionou que você meio que se envolveu com os aplicativos de iPhone por causa do Twitter. O que foi a coisa que mais melhorou em você estar no Twitter e o maior inconveniente?
P: Bem, ótimo. Vamos esperar por isso. Você mencionou que você meio que se envolveu com os aplicativos de iPhone por causa do Twitter. O que foi a coisa que mais melhorou em você estar no Twitter e o maior inconveniente?
Peter: Uau. Eu não posso imaginar nenhum inconveniente. Eu gusto de estar no twitter. Eu gusto de estar conectado com os fãs – ouvindo o que os fãs tem à dizer. Eu gosto de poder compartilhar informação com quem eu quero. Eu costumava estar onde tinha alguma coisa como o aplicativo de Vampiros, ou eu estou fazendo eventos de caridade que eu tinha que ir a jornais e estações de rádios. Agora eu posso chegar a um amplo número de pessoas e dizer a eles o que eu estou fazendo.
P: Você pode tweetar isso ao mundo e você não tem que se preocupar com ser editado por ninguém. Você pode fazer sua mensagem ir longe.
Peter: Exato. Então, para mim, eu amo ter isso em minhas mãos e poder ter o controle – porque algumas vezes é verdade. Você faz uma entrevista e o que você diz não é exatamente o que aparece nos papéis. É frustrante. Então para mim, eu posso falar o que quer que eu precise e as pessoas saberão que eu disse isso. Não tem como negar.
P: Ou isso ou algo que você não disse.
Peter: Ou isso ou algo que você não disse. Na verdade eu usei isso para isso. Eu sei que a minha mulher –
P: Ou algo que a sua mulher não disse.
Peter: Sim. Disseram que Jennie disse algo que ela nunca disse e eu tive que ir ao Twitter e confirmar que as pessoas sabiam que aquilo não era verdade. E na verdade eu indo ao Twitter, Perez Hilton retirou sua história porque ele descobriu o que minha mulher realmente disse. E aquilo foi validado, você sabe, então ele retirou a história. É uma boa ferramenta para mim. Eu amo poder interagir com os fãs e esperançosamente meus fãs estarão comigo no meu próximo projeto.
P: Ok – então nós podemos te fazer algumas perguntas sobre Twilight?
Peter: Claro.
P: Eu pensei nisso por um tempo porque o seus colegas de elenco são muito próximos a você com relação a idade e você ainda assim tem que fazer o papel de pai. Agora, você é um pai na vida real então é fácil entrar no modo de figura paterna, eu imagino. Mas é difícil fazer isso com muitos colegas de elenco que tem quase a mesma idade que você?
Peter: No set ou fora do set?
P: No set.
Peter: Eles me tratam como um amigo ou como um irmão mais velho, mas eu não diria que eu sou muito paternal com eles. Mas em frente às câmeras, todo mundo está nos seus personagens, então eu os vejo como meus filhos e eles me vêem como seu pai, e tem uma hierarquia estável na família, então todo mundo está interpretando seus papéis. Para mim minha tarefa assustadora quando estava fazendo Twilight era como eu iria trazer 350 anos às telas? Então, para mim, o que eu fiz, eu fiz foi fazer muitas pesquisas sobre Carlisle e onde ele nasceu e onde esses 350 anos o levaram. Então eu pesquisei seus viagens à Itália, os períodos de tempo, o que estava acontecendo nesses momentos, o que acontecia, tipo, que pragas ele teria visto, que tipo de entretenimento estava acontecendo, o status político. Então eu tinha um longo mapeamento porque ele esteve em muitos lugares em 350 anos. Muito disso me informou sobre quem era Carlisle, e um pouco disso acabou no filme. Tem toda uma coisa na sequência de baseball onde eu levantei meu bastão ao centro do campo. Aquilo foi minha homenagem à…
P: Babe Ruth?
Peter: Babe Ruth, sim. E eu imaginei enquanto eu estava fazendo suas viagens que ele acabou em Chicago. E baseball era uma coisa enorme no início de 1900. Ele provavelmente encontrou Babe Ruth e provavelmente foi vê-lo jogar baseball. E então essa foi uma das razões porque ele amava tanto baseball e trouxe isso para sua família. Através dessa pesquisa, esse pouquinho acabou no filme.
P: Eu amo aquilo.
Peter: E então o que eu fiz – Eu trabalhei no Carlisle, como ele falava e como ele se movia, porque eu senti como se ele viesse de uma época diferente. Então mesmo que isso tenha sido diluído com o passar do tempo, ainda assim devia ter restado algo disso. Então eu não queria que ele tivesse muito sotaque inglês mesmo que ele tenha vivido tanto tempo na Inglaterra, então eu queria que ele tivesse um discurso paterno característico e uma voz muito suave. Apenas na forma que ele se movimenta. Seus movimentos são muito pequenos e ele tem uma força muito calmante. Tudo isso me ajudou a construir quem Carlisle era e esse conhecimento me fez sentir como se eu soubesse mais de todos os outros. Então eu senti que isso ajudaria o público a ver que eu sabia mais, e foi assim que eu trouxe 350 anos às telas.
P: É incrível. Você gastou o mesmo tempo ou qualquer tempo com outros colegas de elenco construindo suas histórias ou relacionamentos passados – como com Elizabeth Reaser. Vocês falaram sobre o relacionamento entre Carlisle e Esme?
Peter: Eu não gosto de abusar dos processos de outras pessoas. Alguns desses aconteceriam em ensaios, mas na maioria das vezes eu fiz meu próprio dever de casa no meu relacionamento com Esme e porque eu pensei no que ela seria para mim e o que seria o nosso relacionamento. Houveram algumas discussões com Rob sobre personagens. Eu lembro quando nós fizemos Twilight, eu na verdade escrevi para ele uma carta como se fosse de Carlisle para Edward, basicamente explicando à ele porque a vida que ele tinha era tão superior do que a de qualquer outro vampiro. Porque eu me lembro de ter conversas com Rob – você sabe que Edward é esse personagem torturado e ele não entende porque a sua vida é desse jeito – porque não estamos sendo realmente vampiros. Porque nos filmes os nômades são os vampiros maus, quando na realidade eles só estão fazendo o que vampiros fazem.
P: Certo.
Peter: Nós somos os pássaros estranhos que estão na verdade fazendo algo completamente contra a nossa natureza. Então quando esses nômades apareceram, ficaram tipo, “O que vocês estão fazendo? Nós deveríamos nos alimentar de humanos aqui.”
P: Certo.
Peter: É como tentar domesticar um leão.
(Risos)
Peter: Nós somos como os leões correndo por aí tentando ser como gatos domésticos. E Rob, quando eu estava falando com ele, estava tipo, “Eu não entendo porque nós estamos vivendo dessa forma.” Basicamente tendo essas conversas ‘caracterizadas’ comigo e, “Porque Carlisle me transformou?” Então eu senti obrigado a me explicar e eu sou melhor nesse papel. Então eu escrevi uma carta para ele dizendo o que eu pensava – Porque o que ele pensava – ele estava olhando para os Cullens tipo, “nós somos mais fracos.” E eu, como Carlisle, me senti como, “Não, nós somos mais fortes do que qualquer outro vampiro.” Porque escolhendo se íamos ou não fazer o que fazemos, há força envolvida – porque nós temos uma escolha. Eles não tem chance, entende o que eu digo? Eles não seriam capazes de parar. Mas a força que isso toma para nós, para parar, nos faria superior a qualquer um deles.
P: Mostrando resistência.
Peter: Sim, mostrar essa resistência. E você sabe, é a forma de Carlisle tentar segurar qualquer humanidade que ele puder porque ele na verdade ama humanos. Eu sempre senti que o que Carlisle estava tentando criar era um humano que pudesse viver para sempre, como se fosse o oposto de ser um vampiro.
P: É uma ótima analogia. E vivendo da forma mais normal possível. Vida de humano.
Peter: Certo.
P: Tendo um lar e uma família.
Peter: Exato. Então se nós podemos ter isso – se você pode viver essa vida humana e você não se alimenta de humanos, e não vive a vida de vampiros, como nômades, então o que você realmente é, é um humano que pode viver para sempre, o que é fantástico. Então eu escrevi essa pequena carta e entreguei ao Rob. Então á coisas quando você está construindo personagens que você fala sobre, em ensaios. E como eu disse, um monte disso sai daí e é colocado nas telas. Como meus cachecóis.
P: Oh, está certo! Como a construção dos cachecóis! Que eu na verdade procurei especificamente em New Moon, porque eu ouvi você mencioná-los antes, e que você encontrou isso como uma parte do seu personagem. E eu pensei – oh, olhe! Está lá!
Peter: O que aconteceu com os cachecóis; eu fui até Catherine e disse, “Não está nos livros, mas eu acho que Carlisle veste cachecóis.” Porque eu vi ele como esse perfeito cavalheiro, e parece certo vesti-lo com esses cachecóis. É algo que ele provavelmente vestiria em 1600 e 1700, e agora ele continua a vesti-los. É parte de quem ele é. Mas eu também senti como se tivesse um duplo significado, porque ele foi mordido no pescoço e ele devia ter algum tipo de fobia sobre ter seu pescoço exposto ou que ele não gosta de expor muito o seu rosto. Então é essa a história dos cachecóis.
P: É uma ótima motivação. E os cachecóis acabaram sendo esse grande acessório de moda.
Peter: Eu sei, é tão estranho. Todos estão vestindo cachecóis agora.
P: Você iniciou uma corrente!

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